As vezes sou nada, as vezes sou mil
boa praça e cobra vil
alucino, perco a pose
ou me enterro a palmo doze
lido a banca do pior
detestável sou melhor
ou me entrego a nostalgia
e sou calma maresia
brisa fresca de verão
mas num sopro eu sou carvão
pondo em brasa a carne viva
de poeta viro diva
catapulto o sonho ao ar
pra mais tarde me quedar
de vermelho a tons pastéis
só aplaudem fãs fiéis
que já sabem a outra cena
finda o livro, vem cinema
de neblina a tempestade
ponho a fim qualquer vontade
deixo a gira ali brincar
ponho o santo em seu lugar
pra ao deitar fazer a prece
adulando, Deus esquece
da em sorte minha parte
e se ri da própria arte.
As vezes sou nada, as vezes sou mil
se a teu gosto é imperfeito
não culpe o pobre defeito
mas quem o pariu.
domingo, 29 de maio de 2011
7,8,9
Hoje não há ressonar
o sonho é demais esperado
que nem deixa o olho fechar
o ranger desesperado
da cama ao meu corpo dançar
procurando, lado a lado
meu sono que há de chegar
Caso fosse o sonho acordado
mas provável de concretizar
preferia ao sonho dormido
que dissolve ao despertar
e se acaba a cada aurora
sem promessa de continuar
dando gosto ao meu peito
de dormir pra não mais levantar
Neste caso pago o preço
das olheiras ao dia raiar
pra não ter pela metade
mais um sonho a desejar
por mais tolo que o seja
vale a noite mal dormida
pois sonhar o improvável
e vive-lo
é o prazer maior da vida
o sonho é demais esperado
que nem deixa o olho fechar
o ranger desesperado
da cama ao meu corpo dançar
procurando, lado a lado
meu sono que há de chegar
Caso fosse o sonho acordado
mas provável de concretizar
preferia ao sonho dormido
que dissolve ao despertar
e se acaba a cada aurora
sem promessa de continuar
dando gosto ao meu peito
de dormir pra não mais levantar
Neste caso pago o preço
das olheiras ao dia raiar
pra não ter pela metade
mais um sonho a desejar
por mais tolo que o seja
vale a noite mal dormida
pois sonhar o improvável
e vive-lo
é o prazer maior da vida
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Sonho bom
Chega de mentir pra quem
não vê coisa boa em ninguém
e vive a pior intensão
de ter vida alheia na mão
Eu vou tentar meu sonho bom
mesmo que na contramão
com a única certeza de não desatar
o único nó onde eu queria estar
abrindo em protestos meu peito
vivendo meu plano imperfeito
Ser feliz, pra variar
só pra contrariar!
não vê coisa boa em ninguém
e vive a pior intensão
de ter vida alheia na mão
Eu vou tentar meu sonho bom
mesmo que na contramão
com a única certeza de não desatar
o único nó onde eu queria estar
abrindo em protestos meu peito
vivendo meu plano imperfeito
Ser feliz, pra variar
só pra contrariar!
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Ser ou não ser
Ser ou não ser?
Eis solidão
É retórica e não questão
Quem é se sabe
Mas diz que não
Eis solidão
É retórica e não questão
Quem é se sabe
Mas diz que não
Ser ou não ser
na contra mão?
Colide o carro a frente
Não há perdão
Pra quem é diferente
Não há razão
É luxo de quem sente
a vida feito gente
Ser ou não ser
meia verdade?
Trair o corpo em nome da normalidade
Romper a fenda livre
Negar o não
Cumprir dignamente o meu papel de cão
Dizer que não enxergo o que queria ver
Mentir não é errado pra se proteger
Espero que o teatro leve a algum lugar
Ainda que não seja onde eu queria estar
Só pra respirar...
Ser ou não ser?
Se deus não se preocupa
Se rouba, se mata, se agride, se estupra
A ele só interessa o que se faz e ninguém vê
Que viva o que se espera e deixe de querer
Pois é sacrificando que se anula toda a culpa
Quem sente diferente não cabe neste céu
Apenas quem se encaixa num pedaço de papel
Ser ou não ser?
Quisera Pai supremo um dia ter
Ao menos um instante pra escolher
Ser
ou não ser
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
CHUVA E SOL
CHUVA E SOL
Augusto C. de Lima
Chuva e sol
E o vento pra entreter
Molhando a terra firme
O cheiro me lembra você
Luz do sol
No tempo a se perder
Aquece o peito frio
De saudades de você
Eu bem me lembro das histórias que contavam na T.V
Mocinhas da cidade sem ter muito o que fazer
De certo que eu notei aquele brilho em teu olhar
Mas não imaginava que lá era o seu lugar
Chuva e sol
E o vento pra entreter
Molhando a terra firme
O cheiro me lembra você
Luz do sol
No tempo a se perder
Aquece o peito frio
De saudades de você
Depois do sol se pôr
antes do sol raiar
antes que o amor então de outrora pudesse argumentar
Eu vi você partir sem jura de voltar
Deixando só meu peito em luto, a chuva e o sol pra te lembrar
Chuva e sol
E o vento pra entreter
Molhando a terra firme
O cheiro me lembra você
Luz do sol
No tempo a se perder
Aquece o peito frio
De saudades de você
A dor aperta bem mais forte quando chega o entardecer
Na hora que eu voltava do roçado pra te ver
A gente misturava nossos dias no jantar
Depois se abraçava namorando ao luar
Chuva e sol
E o vento pra entreter
Molhando a terra firme
O cheiro me lembra você
Luz do sol
No tempo a se perder
Aquece o peito frio
De saudades de você
Depois do sol se pôr
antes do sol raiar
antes que o amor então de outrora pudesse argumentar
Eu vi você partir sem jura de voltar
Deixando só meu peito em luto, a chuva e o sol pra te lembrar
Chuva e sol
E o vento pra entreter
Molhando a terra firme
O cheiro me lembra você
Luz do sol
No tempo a se perder
Aquece o peito frio
De saudades de você
A dor aperta bem mais forte quando chega o entardecer
Na hora que eu voltava do roçado pra te ver
A gente misturava nossos dias no jantar
Depois se abraçava namorando ao luar
Chuva e sol
E o vento pra entreter
Molhando a terra firme
O cheiro me lembra você
Luz do sol
No tempo a se perder
Aquece o peito frio
De saudades de você
Volta pra cá meu bem, que eu prometo te dar
Em dobro essa felicidade que ‘cê foi buscar
Na roça tem também um mundo a se sonhar
Não se abandona um grande amor pra ser mais um n’outro lugar
Chuva e sol
E o vento pra entreter
Molhando a terra firme
O cheiro me lembra você
Luz do sol
No tempo a se perder
Aquece o peito frio
De saudades de você
E o vento pra entreter
Molhando a terra firme
O cheiro me lembra você
Luz do sol
No tempo a se perder
Aquece o peito frio
De saudades de você
domingo, 14 de novembro de 2010
Madrugada...
MADRUGADA
Augusto C. de Lima
Procuro um nada pra fazer
Carrego o corpo em má postura
Tela clara em noite escura
Madrugada sem querer
Tanto tempo em frente a tela
Ouso até bem escrever
Mas o verso não se explica
Tão dificil sem você
Tão dificil sem você
Tão dificil com você
Que me inibe a vestimenta
De poeta de fuinha
Não por causa própria
Mas por causa minha
Pura vaidade
Que tira a liberdade
De dizer que faz bem
A fome se anuncia
O verso não se forma
A mente se desfoca
O vulgo bom se torna
E me entrego a ousadia
Da verborragia
Inofensiva
Apenas pra quem lê
Só a mim que desafia
A arrancar o seu porquê
Dorme ao lado feito anjo
Se faz demônio ao roncar
Dois em um é raridade
Que sorte que fui dar!
A maioria se diz vários
Mas é um, e olhe lá
Silêêêêncio
Algum bêbado na rua
Será que tem segredos?
Ou tem a alma nua?
Muito homem que se afirma
Não é bem o que se chama
De frente repara seios
de costas é dama
Muda de posição
a fome de pouca aumenta
estalo os dedos da mão
dedilho pelo teclado
procurando meu final
sem nem ter iniciado
esqueço os primeiros versos
fome, fome, fome
por hora achei o porquê
engoli meias palavras
na falta do que comer
vou partindo desta tela
Pra fazer a digestão
Alguém me chama acolá,
morfeu
a me esperar no colchão.
POR ONDE ANDA
POR ONDE ANDA
Augusto C. de Lima
Até pensei em te dizer
Mas não quis te machucar
Não fui eu quem errou com você
O sentimento por si só podia se explicar
Eu tentei ao seu lado tudo o que podia pra durar
Mas fingir que é amor já não basta pra quem busca alguém pra amar
REFRÃO Já cansei de procurar
Quando nunca se possui não se chega a perder
Não me culpe por não te amar
(2x)
Sempre é triste uma história acabar
Mas acredite, essa dor vai passar
Não faça deste fim seu grande final
Pois o que a vida reserva é bem mais que paixão,
Ninguém comanda os desejos do meu coração
Eu tentei ao seu lado tudo o que podia pra durar
Mas fingir que é amor já não basta pra quem procura alguém pra amar
REFRÃO Já cansei de procurar
Quando nunca se possui não se chega a perder
Não me culpe por não te amar
Somos jovens demais pra entender
Mas o tempo vai nos ensinar
Que o amor quando é pra valer
É bem mais do que juntos pudemos chegar
REFRÃO Já cansei de procurar
Quando nunca se possui não se chega a perder
Não me culpe por não te amar
(2x)
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